Já repararam que sempre que nos vêm à mente as coisas más, as coisas tristes ou mesmo os nossos medos, de uma maneira ou de outra conseguimos alterar essas imagens e fugir delas a "sete pés"?
Pois é, e tudo isto porque a mente humana tem um mecanismo primitivo de defesa do ego que nega todas as realidades que produzam demasiado stress para o cérebro. Chama-se negação.
A negação é uma parte fundamental do mecanismo de defesa humano. Sem ele, acordaríamos apavorados todas as manhãs a pensar em todas as formas como podíamos morrer. Ao invés, a mente bloqueia os nossos medos existenciais concentrando-se em tensões com que podemos lidar, como chegar ao trabalho a horas ou pagar as nossas contas. Se temos medo existenciais mais amplos, abandonamo-los muito rapidamente, concentrado-nos em tarefas simples e trivialidades quotidianas.
Segundo uma das personagens mais espetaculares da fição literária - o dr. Robert Langdon - na mitologia antiga, um herói em negação é a derradeira manifestação da arrogância e do orgulho. Nenhum homem é mais arrogante do que aquele que se julga imune aos perigos do mundo.
E por isso, o orgulho desde sempre foi considerado como o pior dos sete pecados mortais. Sem deixar de lado os restantes seis, o completo conjunto de pecados mortais fica por:
1. Luxúria: apego e valorização extrema aos prazeres carnais, à sensualidade e sexualidade; desrespeito aos costumes; lascívia.
2. Gula: comer somente por prazer, em quantidade superior àquela necessária para o corpo humano.
3. Avareza: apego ao dinheiro de forma exagerada, desejo de adquirir bens materiais e de acumular riquezas.
4. Ira: raiva contra alguém, vontade de vingança.
5. Soberba: manifestação de orgulho e arrogância.
6. Vaidade: preocupação excessiva com o aspecto físico para conquistar a admiração dos outros.
7. Preguiça: negligência ou falta de vontade para o trabalho ou atividades importantes.

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