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Mensagens

A mostrar mensagens de dezembro, 2014

A Tia

As demências são hoje em dia uma realidade direta ou indiretamente experimentada pela quase totalidade das famílias.  A minha não escapou a isso, mas felizmente ou infelizmente foi de pouca dura! A idade avançada traz consigo fragilidade e por consequência mais doença, tanto física como psíquica e só quando chega a hora é que nos apercebemos que estamos desamparados e limitados quando à sua solução.  A verdade é que a minha Tia faleceu neste Domingo passado (dia 28 Dezembro). Não estava sozinha, tinha a minha mãe e a sua afilhada a darem-lhe o chá, mas já não as reconhecia, nem falava, nem se mexia! Um autêntico corpo morto a respirar =/ Muitas vezes esta observação é verbalizada: " ela não sente nada, nem vos reconhece". É verdade, mas nós conhecemo-la, nós sentimos por ela. E custa muita... Morreu suavemente, sem dor aparente claro, morreu com quem mais gostava (a minha mãe) e morreu no seu leito, na sua fortaleza, com as suas mais valias. Ao INEM só restou a certidã...

Natal... meu querido Natal

Esta época é a cereja no topo do bolo para o convívio!! Quase todos os dias há jantares ou almoços de Natal....A árvore já está montada à um mês e o apartamento ficou decorado aos poucos....  Como te adoro NATAL!! E não é pelas trocas de prendas, nem pela comida ou sobremesas... é mesmo pelo convívio, pelas luzes nas cidades, pelas músicas natalícias, pelo brilho e glamour que se espalha nesta altura!! Tenho pena das pessoas que não gostam do Natal, e digo pena porque nem quero imaginar o que passaram ou sofreram para não conseguirem dar valor a esta época! Claro que as que não gostam só porque não.... gostos não se discutem até porque mais do que uma questão de gosto, é uma questão de religião - O nascimento do Menino Jesus.- Assim aprendo e também vejo o quanto sou FELIZ por ter todos comigo, mesmo iniciando uma nova aventura: não passar a primeira consoada de casada com os meus papis... sim, é verdade, por mais que me custe, este ano vou passar a consoada em casa dos meu...

Mulher Jovem vs Mulher Madura

Tenho dias em que acho que sei tudo da minha vida.... que sei o que quero, o que preciso, o que gosto. Tenho dias em que acho que nada sei da minha vida... não sei o que quero, o que preciso, o que gosto. Sou uma mulher madura mas às vezes ando perdida Sou uma jovem brilhante que às vezes usa salto alto. Será que sou ainda uma jovem de 26 anos extremamente dramática? Egoísta? Ou uma mulher madura com plena consciência das minhas tarefas e decisões? Nunca fui uma jovem lunática, que gosta de festas de arrombas e viver como um morcego... decidi desde sempre que queria casar-me cedo, ser mãe cedo e ter uma vida sossegada com um emprego estável, de fato de treino ou saia e camisa! Mas estas questões de procura ativa de emprego, ser dona de casa a tempo inteiro, viver longe da minha família, da minha cidade,  deixam-me desnorteada.... Acabo por me sentir inútil e as discussões surgem....  O que posso eu fazer?? Foi a vida que escolhi e mesmo assim ainda tenho...

Não sei discutir.... é ponto assente

Não sei discutir.... choro!! Não sei discutir... esqueço-me de pormenores!! Não sei discutir... não arranjo argumentos!! Não sei discutir... não gosto!! Se começo uma discussão não são precisos 5 minutos para a primeira lágrima me escorrer cara abaixo! E fico mais irritada por isso do que quando me perco a andar de carro. É que perco logo a credibilidade da discussão, pareço uma menina mimada que chora porque não têm.  Não é preciso mesmo muito para chorar mas assim fico debilitada.  Discutir um assunto não significa ganhar ou perder, significa expor situações novas e chegar a uma conclusão sobre elas, por exemplo: fiquei selecionada para uma entrevista de emprego numa empresa de marketing, onde não é preciso ter formação, basta ter boa apresentação. Devo desistir do meu curso? Então e não era isso que eu queria?? Entrar numa empresa, ter formação interna e aprender no terreno. Se gostar, formar-me academicamente na área? Afinal isso também não é bom para mi...

Os 90 anos

Hoje, apetece-me fazer uma homenagem a uma pessoa da família, não de sangue, mas a TIA... Aquela senhora de 90 anos e uns meses, a quem sempre chamei de tia, com quem brinquei, que me ajudou quando mais precisei. De personalidade forte, não, fortíssima... Aquela mulher que nunca teve medo de trabalhar e não se cansa de dizer isso. Foi emigrante em França, uma mulher das limpezas (femme de ménage) mas muito, muito chique!! Nunca lhe faltaram os colares, brincos, anéis, as unhas pintadas de vermelho e o cabelo arranjado, pintado e segurado sempre com a mesma laca. Sabe ler e escrever e até francês. Aquela senhora Mulher que foi má... Sim, ela foi má e nunca teve filhos, por isso a minha mãe (criada durante as férias com ela) foi a filha que nunca teve, e nós, as filhas da minha Mãe, fomos as netas! (Mas todas a chamamos de TIA). Sempre foi senhora do seu nariz, e mesmo quando há umas semanas atrás, a senhora doutora lá foi a casa para lhe medir as tensões e fazer uma análise geral, a ...