Estou a falar mais uma vez do trabalho, do SER PROFESSOR que com esta vaga de erros consecutivos nas colocações, com a redução de crianças e fecho das escolas, com a poupança e o aperto do cinto financeiro, está cada vez mais difícil SER PROFESSOR.
Mas desistir desta profissão significa fracassar? ou insistir neste futuro incerto é o mais correto? Devemos aprender a avaliar a nossa situação quando insistir é um erro... E é um erro quando passamos as horas a desesperar por boas notícias das escolas, quando chega ao fim do mês e um bom salário não entra na conta, quando não há condições para fazermos o nosso trabalho bem feito, quando lemos notícias assustadoras de pais contra professores, de professores contra professores, de alunos contra professores...
O que era bom no passado pode já não ser o suficiente para o futuro!! E quando a realidade contrapõe a expectativa (o chamado sonho) surge o maior dilema: insistir ou desistir!!
O insistir é pelo dever de não parar no primeiro contratempo, é lutar e arranjar soluções para os problemas, é ser brilhante ao ponto de ver de outra perspectiva o nosso trajeto, mas desistir pode ser também de bom senso, mais sensato e oportuno, ser inteligente ao ponto de mudar de rumo no tempo certo e deixar de sofrer só porque temos medo de falhar. Podemos nem sempre estar dispostos a enfrentar os desafios, ou podemos simplesmente querer mesmo novos desafios...
Questionando-me: E se eu deixar de ser Professora, o que serei? O que me fará satisfeita ao acordar de manhã? O que me fará satisfeita ao fim do mês? O que me fará orgulhosa? Devo pensar que ao abandonar uma carreira (pouco promissora neste caso) não é sinónimo de fracasso, é simplesmente uma nova aventura que me trará mais qualquer coisa no futuro. Foi como uma avaliação onde conclui que o investimento exigido era penoso demais.
"Desistir de algo é muito difícil, tão ou mais difícil do que investir" diz a coach Bibianna Teodori.

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