Já a vendemos. Ontem levaram a carrinha Fiat do meu pai. Aquela em que o vi-a sempre lá dentro. Aquela que passava por mim na estrada e apitava. Aquela que esmurrei de lado quando ia tomar café com os meus amigos e com a pressa dei-lhe um toque na parede. Ele não ficou chateado!! Nunca ficava chateado com esses acontecimentos. Aquela carrinha que tanto nos levou à escola ou a outros sítios, que tinha o cheiro característico do pladur. Já a vendemos.
Foda-se, que isto não deveria ter acontecido!! Ele devia estar cá para vende-la ou troca-la. Ele devia tratar desses assuntos. Ele devia estar connosco, dia-a-dia, a trabalhar, a conviver, a brincar, a falar, e discutir.

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