De repente já nos 30 é o título de um filme, que gosto, que já vi à muito tempo e não me esqueço. Uma adolescente que queria ser a popular da escola. Que não dava valor à verdadeira amizade, que achava que tinha tudo para dar errado. Quando acorda com 30 anos apercebe-se que vive a vida que sonhava na altura mas que aquela vida não era para ela. Ela não era assim. E os alunos mais vistosos na adolescência eram em adultos umas pessoas normais a viverem a vida normal. Talvez o filme serviu para me mostrar que criamos expectativas nas pessoas nas alturas erradas. A adolescência é uma fase passageira. Não demonstra nada da fase adulta. Quando damos os nossos tostões todos por aquela pessoa, por aquele namoro, por aquele sonho, quando valorizamos muito o peluche do dia dos namorados, a camisola amarela, ou a ida ao concerto, ei-lo que a vida nos dá muitas voltas...
Eu sei que sou bastante saudosa. Nostálgica. Sonhadora. Adoro ver as fotos, os vídeos, relembrar as vivências, lembrar-me constantemente do quanto fui feliz!Fui uma adolescente feliz. Fui uma menina querida, popular na escola, simpática, vivi as minhas experiências da melhor maneira. E agora?
Fui ou sou. Será que me agarro demasiado ao passado, que nem me deixo aproveitar o presente? Sou uma mulher casada, com um marido espetacular, duas filhas maravilhosas, a mesma mulher querida, popular, simpática. Tenho pessoas que me adoram. Gosto de pessoas. Perdi o meu pai para o céu. Já não o posso agarrar e beijar. Já só o ouço nos vídeos guardados. Mas sinto-me cada vez mais parecida com ele.
Aos trinta, os meus tostões vão para outras coisas: o tempo, as brincadeiras, as doenças, a dor, o medo, a união, a ajuda. Agora tenho mais medo de voltar a perder. Perder alguém dói muito. Dói para sempre.
Quando fazemos muitos planos, a vida acontece e troca-nos as voltas. A vida está permanentemente a pedir-nos para fazermos escolhas e para deixarmos ir pessoas, ou coisas que já não podem mais ficar. Isso não é desistir, é ser forte, compreender e aceitar. A Vida diz-nos de várias maneiras que é preciso colocar um ponto final em histórias e promessas que nunca se vão concretizar!!
O passado, se for lindo, é maravilhoso. É bom recordar pois recordar é viver, mas o hoje também importa. O hoje importa para alguém, o hoje cria o passado. E repente.... o hoje, já são 30!!
Eu sei que sou bastante saudosa. Nostálgica. Sonhadora. Adoro ver as fotos, os vídeos, relembrar as vivências, lembrar-me constantemente do quanto fui feliz!Fui uma adolescente feliz. Fui uma menina querida, popular na escola, simpática, vivi as minhas experiências da melhor maneira. E agora?
Fui ou sou. Será que me agarro demasiado ao passado, que nem me deixo aproveitar o presente? Sou uma mulher casada, com um marido espetacular, duas filhas maravilhosas, a mesma mulher querida, popular, simpática. Tenho pessoas que me adoram. Gosto de pessoas. Perdi o meu pai para o céu. Já não o posso agarrar e beijar. Já só o ouço nos vídeos guardados. Mas sinto-me cada vez mais parecida com ele.
Aos trinta, os meus tostões vão para outras coisas: o tempo, as brincadeiras, as doenças, a dor, o medo, a união, a ajuda. Agora tenho mais medo de voltar a perder. Perder alguém dói muito. Dói para sempre.
Quando fazemos muitos planos, a vida acontece e troca-nos as voltas. A vida está permanentemente a pedir-nos para fazermos escolhas e para deixarmos ir pessoas, ou coisas que já não podem mais ficar. Isso não é desistir, é ser forte, compreender e aceitar. A Vida diz-nos de várias maneiras que é preciso colocar um ponto final em histórias e promessas que nunca se vão concretizar!!
O passado, se for lindo, é maravilhoso. É bom recordar pois recordar é viver, mas o hoje também importa. O hoje importa para alguém, o hoje cria o passado. E repente.... o hoje, já são 30!!
Comentários
Enviar um comentário