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E se algum dia me dissessem:

Que iríamos ter tempo... Tempo para parar, para ficarmos em casa, só nós. Sem muitos consumismos, apenas o básico. Que iríamos acordar sem horários mas que o limite do nosso apartamento seria o nosso máximo. Tempo para arrumar a casa, cozinhar sem pressas, tempo para brincar, dormir a sesta entre outras. Parece que o tempo cresce mas com duas meninas em casa, não é aquele tempo de fazer tudo. Tempo de sobra. Vai-se fazendo. Elas adoram. Sentem a falta do ar fresco, mesmo com o nosso terraço, falta-lhes o parque, os avós, os amigos..mas é o que temos neste momento de crise sanitária. 
Quero acreditar que sairemos melhores pessoas deste momento. O Universo ou DEUS mostrou-nos que quem manda é Ele. E se Ele quiser, porque gosta de nós, mostra-nos que conseguimos parar. Mesmo assim vemos nas notícias que ainda há meio mundo atrasado. Meio mundo que acha que o dinheiro vale mais, mas este vírus ataca tudo, rico e pobre, bonito e feio, alto e baixo, Ferrari e Fiat punto. Fica tudo na garagem. E quando até se pensava que as funerárias nunca iriam perder, porque morrer, morre-se sempre, veio este virus e estagnou-as. Não se fazem funerais. Só podem ir duas ou três pessoas e a maior parte dos mortos devem ser cremados. 

Este vírus está a ser um puxão de orelhas. Só espero que depois, esta ideia demore a passar. Mesmo que ainda se fale em valores, que no futuro toda a gente se deite na cama e pensar nisto.
Uma grande lição. 



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