A minha Mi sai do ballet às 17h30. Costumo ir busca-la a pé, atravessando a estrada com os irmãos. Vamos a conversar e vimos a conversar. Tem sido sempre assim. No dia 07 esse percurso sofreu uma vírgula, um desvio. Não viemos direitos a casa. A uns meros metros, na passadeira junto a casa, a minha Mi deu uns passos a mais e uma carrinha não travou a tempo. O tempo parou-me à frente dos olhos. Agora escrevo tranquila, porque a minha menina está bem, a recuperar de 8 pontos na testa e nada mais, mas naqueles minutos/horas fiz tudo com níveis de stress elevados.
Fui busca-la à estrada, a um/dois metros à frente da carrinha a chorar por mim e a sangrar. Agarrei-a e não a larguei mais. Ela esteve sempre consciente e foi uma menina incrível no hospital. Enquanto a agarrava os irmãos congelaram junto a mim. As pessoas juntaram-se e vieram ajudar. O condutor ligou para o 112. Eu liguei para o Bernardo.
A ambulância chegou e as bombeiras foram muito assertivas. Chegamos ao hospital da Feira e o atendimento foi rápido e eficaz. Entretanto fui avisando a minha família e a minha tia Rosa. Todos foram lá ter e mesmo não terem entrado, estavam lá. A Mi foi fazendo os exames necessários e estava tudo bem. Sempre bem a minha menina, que orgulho. Ficamos lá a dormir por precaução e passados 24h tivemos alta.
Relembro a carinha de medo dela quando eu gritei para ela parar. Ela parou mas a carrinha não parou a tempo. Graças a Deus e ao meu Pai (que sei que ele a amparou) ela está bem, sem sequelas graves.
Obrigada Papy!! Estamos os cinco felizes!!
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