Avançar para o conteúdo principal

o melhor dos piores dias....

 Li num texto da Pipoca mais doce, que por sua vez também ouvia a frase na televisão que no dia da morte de um ente querido,  este é o melhor dos piores dias. 

"Também eu nunca tinha pensado nisto desta forma, “o melhor dos piores dias”, mas é isto. Quando se perde alguém, sobretudo desta forma, o choque funciona como uma espécie de anestesiante. Há a incredulidade, a negação, a dor também, claro, a espaços, mas é tudo tão inverosímil que não se consegue perceber, de imediato, a verdadeira dimensão da tragédia. E depois há as burocracias, a escolha de coisas que nunca pensámos ter de escolher, o conforto de muita gente à nossa volta, as conversas de circunstância, um corpo que dá uma falsa sensação de presença." Eu ainda me recordo de pensar: não quero que o dia do funeral acabe... enquanto isto durar, ele está ali!! Ainda está ali. De alguma forma, ainda está ali. E tudo isto distrai-nos, quase que parece que não é a nós que está a acontecer. Mas depois vem o depois. A chegada a casa, o fins-de-semana com a família incompleta, os aniversários, nossos e da restante família. Os nascimentos, os natais, as passagens de ano, páscoas, férias e até outros funerais (de pessoas mais velhas). A ausência insuportável, os ses, os porquês, a cabeça a dar voltas sem parar, o que é que podia ter sido diferente, o que é que podíamos ter feito de diferente. Se tivesse ido a Stª Rita a pé, até ao fim, algo mudaria? Se tivesse rezado mais, mudaria? 

Comentários

Mensagens populares deste blogue

pérolas do Beni

 No outro dia o meu Beni perguntou-me:  - mamã, o capitão américa vive no mesmo sítio que o Donal "Trunk" não vive?  Achei curiosa a pergunta e caricato o nome do Donal Trump... 😆 - Sim vive, respondi eu. - ah vi logo mamã porque o Donal Trunk vive na américa e o capitão é américa... tinha de ser 😅

Maria e a Patinagem

A minha Mi já fez o nível 2 de iniciação... mas já sofreu com isso, e nós também claro.  A primeira vez que o fez não passou. Creio que se confundiu com o espaço e desorientou-se. Depois, como ainda é pequenina e não tem bem a noção dos exercícios, ou seja, sabe replica-los mas ainda não é suficientemente madura para ajustar ao local e ao nervosismo, trocou-se nalgumas coisas. Sofreu mas em silêncio, a Mi não sabe ainda gerir as emoções. Só chorou porque lhe dissemos que fazia bem chorar e era perfeitamente normal estar triste. Depois voltou aos treinos normalmente, mas à medida que se aproximava a data de repetir o nível, senti que a menina estava nervosa.  No dia da nova prova ela parecia tranquila. Ficou feliz por reconhecer o piso/pavilhão e achar que começava a coreografia no local habituado. Depois de uma situação caricata no aquecimento, porque começou no lado errado e achou que já se ia confundir outra vez, depois de eu ter ligado à treinadora a pedir para ela começar ...