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as manhãs cá de casa...

 Acordar todas as manhãs e preparar três crianças, dos 5 aos 10 anos, para a escola devia contar como modalidade olímpica.

As roupas ficam prontas no dia anterior mas há sempre algo a mudar. É preciso convencer alguém de que o cabelo não se penteia sozinho e virar cabeleireira de penteados da moda em 2 minutos. Lidar com o drama dos pequenos almoço e os programas televisivos enquanto comem e perceber que o relógio parece correr numa maratona própria.

Há sempre uma lancheira que ficou por fechar, e uma pergunta existencial à porta: “Mãe, onde estão os meus óculos? Levo o casaco? Posso ir de sapatilhas? 
E mesmo no meio do caos, dos sapatos trocados e das mochilas mais pesadas que eles, há aquele momento — rápido, mas mágico — em que todos estão finalmente prontos.

Fecho a porta, respiro fundo e penso: estamos atrasados. Bolas.... como sempre...


E é nesse instante, entre o cansaço e o sorriso, que percebo — o caos também é amor em movimento.


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